
O educador é parte do processo de aprender
Ensinar não é transmitir conhecimentos. O educador não tem o vírus da sabedoria. Ele orienta a aprendizagem, ajuda a formular conceitos, a despertar as potencialidades inatas dos indivíduos para que se forme um consenso em torno de verdades e eles próprios encontrem as suas opções.
A principal meta da educação se processa em torno da auto-realização. Logo, ela propõe a reformulação constante de diretrizes obscuras para alcance dos objetivos, comprometidos com a valorização da vida.
Quando se imagina dono da verdade, rei do currículo, imperador do pedaço, mendiga e se frustra. Quando se apresenta cheio de humildade, de compreensão e vontade de aprender, resplandece e brilha! Os estudantes estão abastecidos por uma carga de informações cuja capacidade de assimilação nem comporta. Podemos observar a troca de conhecimentos através da prática diária nos estágios. Analisamos como a aprendizagem ocorre na educação infantil e como o professor contribui e aprende com essa relação mútua.
Durante todo o semestre, as crianças da escola infantil do Centro Educacional Nossa Senhora Auxiliadora – CENSA vivenciaram um projeto, no qual, focalizava a Dengue; que hoje está presente em nosso meio. Com o projeto, todas as crianças se envolvem fazendo pesquisas, levando conhecimento para o cotidiano e até para os próprios pais. Durante esse processo de ensino-aprendizagem, percebemos a troca de experiências do professor para com o aluno, em que ambos aprenderam e concluíram o projeto juntos.
Para Fernando Hernández, a proposta do projeto é priorizar a importância do conhecimento social, ou seja, o conhecimento deve ultrapassar “os muros da escola”.
“Quem ama educa, educar é educar-se a cada dia, sem a pretensão de preparar para a vida. O poder de adivinhar o futuro o educador não o possui. Ele orienta, para que, em situações imprevisíveis, se processem alternativas. Educar não é ensinar, é aprender”. (Ivone Boechat)
Aline Melo e Carolina Abreu
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